Polo Bear: Como a Ralph Lauren transformou um mascote em ativo de marca

Criado em 1991 a partir de um presente afetivo, o Polo Bear já virou relógio, curta-metragem e mais de três décadas de repetição estratégica. O que esse símbolo ensina sobre consistência na construção de marca.

FORA DA BOLHA

8/10/20261 min read

O ursinho estiloso: como a Ralph Lauren transformou um mascote em ativo de marca

O Polo Bear nasceu em 1991, de um presente afetivo: Jerry Lauren, irmão de Ralph, ganhou um urso de pelúcia da Steiff vestido com camisa Oxford, suéter e gravata xadrez. O público amou. O primeiro modelo vendido ao público, o "Preppy Bear", esgotou em um único fim de semana na loja da Madison Avenue.

Trinta e cinco anos depois, o Polo Bear já ganhou versões como Safari Bear, Martini Bear e Collegiate Bear, estampou suéteres, jaquetas, vestidos e gravatas, virou uma coleção de relógios suíços de edição limitada para celebrar os 50 anos da marca — e, em agosto de 2025, protagonizou seu primeiro curta-metragem animado, "The Polo Bear Chronicles: Operation Black Tie", produzido internamente pela Ralph Lauren Animated Studios. O lançamento aconteceu justamente em um trimestre no qual a receita da companhia cresceu 14%.

Um mascote não é fofura gratuita. É disciplina de marca aplicada por mais de três décadas sem interrupção — o mesmo símbolo, repetido, reinterpretado, mas nunca abandonado, até virar sinônimo automático da casa.

Quem muda de estética, de tom de voz e de posicionamento a cada mês nunca chega a construir um símbolo reconhecível.

Repetição não é falta de criatividade, é o que transforma uma escolha em identidade. É um argumento forte a favor de repetição consistente na construção de uma marca.

Photo Credit: Courtesy of Ralph Lauren