O crescimento do brechó como escolha estética, não só econômica

O Brasil tem mais de 118 mil brechós ativos, alta de 31% em cinco anos. Por que tratar segunda mão como curadoria pessoal muda completamente a leitura do mercado.

FORA DA BOLHA

9/4/20261 min read

O crescimento do brechó como escolha estética, não só econômica


O mercado de brechós no Brasil vive o momento de maior expansão da sua história recente. O país tem hoje mais de 118 mil brechós ativos, alta de quase 31% em cinco anos segundo o Sebrae e o setor deve movimentar cerca de R$ 24 bilhões em 2025. Somente em 2026, mais de 2.500 novos negócios do tipo foram abertos no país, um crescimento de 32% em relação ao ano anterior. Redes de franquia como o Peça Rara já operam mais de 130 lojas, com meta de chegar a 300.

O motivo mais citado pelos consumidores, segundo pesquisa do próprio Sebrae, ainda é econômico, cerca de 70% aponta o preço como principal razão da compra. Mas a leitura mais interessante não está no dado de economia, está no crescimento paralelo de um público que busca peça específica, marca específica, década específica, dentro do universo de segunda mão, o chamado brechó de luxo.

Esse consumidor não está ali para economizar, está ali porque uma peça vintage carrega uma história e uma raridade que nenhuma coleção nova consegue replicar.

É essa a diferença que vale reforçar nesta pauta: tratar o brechó como curadoria pessoal.

Uma forma de montar repertório único, uma leitura completamente diferente de tratá-lo como alternativa mais barata à loja convencional. Perceba que as duas coisas acontecem ao mesmo tempo no mesmo mercado, mas representam relações completamente distintas com a roupa.