A troca de diretores criativos que redesenhou o luxo em um ano
Chanel, Gucci, Dior, Balenciaga e Loewe trocaram de comando criativo quase ao mesmo tempo. O que esse "big bang" coordenado revela sobre o momento da indústria do luxo.
BASTIDORES DE MARCAS
8/20/20261 min read


A troca de diretores criativos que redesenhou o luxo em um ano
Entre 2025 e 2026, quase toda grande maison europeia trocou de comando criativo praticamente ao mesmo tempo.
Matthieu Blazy saiu da Bottega Veneta para a Chanel.
Demna Gvasalia deixou quase uma década na Balenciaga para assumir a Gucci.
Jonathan Anderson saiu da Loewe, marca que definiu por mais de dez anos, para comandar a Dior.
Pierpaolo Piccioli trocou a Valentino pela Balenciaga.
Jack McCollough e Lazaro Hernandez deixou a própria marca Proenza Schouler, para assumir a Loewe.
Glenn Martens foi para a Maison Margiela.
Louise Trotter para a Bottega Veneta.
Maria Grazia Chiuri para a Fendi.
Não é rotatividade comum de mercado. É um movimento coordenado o suficiente para que analistas do setor já chamem esse período de "big bang" criativo. Uma explicação recorrente é econômica: o luxo europeu enfrenta desaceleração principalmente na China e trocar de nome à frente da criação costuma ser a primeira alavanca que um grupo puxa quando as vendas desaceleram.
Mas reduzir o fenômeno só a isso simplifica demais.
O que esse volume de trocas de diretores revela é que a indústria decidiu, coletivamente, que a fórmula anterior tinha esgotado seu fôlego criativo. Não é que nenhum designer isolado tenha errado. É sobre um setor inteiro apostando, ao mesmo tempo, que reinvenção vale mais do que continuidade neste momento específico do ciclo.
Ao longo dos próximos conteúdos, esta coluna vai acompanhar de perto alguns desses casos específicos, com o que cada estreia revela sobre herdar, ou reinventar, um símbolo que não se criou.
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